SHOW DETONAUTAS
Este último sábado pude experimentar um pouco daquele sentimento que muitos famosos presenciam e posso afirmar que ganhei pra ir ao show do Detonautas.
Logo pela manhã fui ao clube ver se conseguia alguns ingressos de cortesia em nome da gráfica, já que estávamos patrocinando o evento e também por eu não estar afim de pagar a bagatela de R$ 25,00 pra ver uma banda que não admiro. Consegui 3 ingressos, grande início, já dava pra ir ao show junto com a Lu e a irmã dela.
Chegamos ao clube umas 22:15 e descobrimos que infelizmente a irmã não poderia entrar e acabei tendo que dar uma de cambista e vender o ingresso restante. Garanti R$ 10,00, entrei ganhando e parece que minha sorte não terminaria ali.
Depois de um tempo vendo 2 bandas daqui da cidade(foi o que eu esperava, muito barulho por nada, só pra me deixar com dor-de-cabeça e meio sedado pro show principal).
Nem suportamos tanto barulho e fomos sentar e tomar um ar fresco nas instalações do clube. Muito bom, pois ali descobrimos que a banda nem tinha chegado e quando chegou presenciamos algo deprimente.
A forma como os integrantes desceram da van, parecia que eles haviam sido escalados para alguma sessão de tortura como se tocar fosse uma das piores coisas do mundo. Sei o quanto pode ser cansativo um trabalho, mas se você faz com má vontade, a tendência é só piorar e agora fica a pergunta: a banda seguirá em frente após o lançamento do segundo álbum?
Bom, deu pra pular um pouco durante o show e afirmar o que eu pensava sobre o vocalista Tico Santa Cruz: ele é mais um daqueles que falam demais por não ter nada a dizer e se resumiu a chamar aos itatibenses de filha da p***. Até aí sem problemas, é a maneira como ele gosta de criar empatia com o público, o jeito é respeitar e não há nada a fazer já que havia ganho R$ 10,00 para assistí-los.
Nem vou comentar muito o show dos caras, pois conhecia poucas músicas, mas algo que me deixa deprimido é a falta de repertório dessas bandas, criando um sentimento ruim pelo menos da minha parte, jamais conseguiria tocar duas vezes uma mesma música no mesmo show.
Penso da seguinte forma: você tem uma banda e compôs a música que você sabe que vai explodir nas rádios, tudo certo. Começa-se a se trabalhar outras músicas, só que com a mesma competência e para um álbum de estréia seria legal umas 13 músicas(adoro esse número). Mas não basta você só ter essas 13 músicas e completar o resto do show com covers e repetições. Aí nascem os Lados Bs que futuramente podem até se tornar álbuns de raridades, seria muito chato ver Radiohead(no início de carreira) tocando “Creep” duas vezes e evitar pérolas como “Killer Cars”(nunca lançada em um álbum). Acho que as bandas nacionais não estão muito preparadas para isso, já que talvez pensem que será muito difícil compor coisas boas para os próximos álbuns e não gastar os cartuchos restantes.
Vida longa ao rock nacional!!!
É bom ser conhecido as vezes, fui para o “bar” comprar minha água e encontrei um cliente da gráfica que havia prometido me pagar uma cerveja quando me encontrasse por aí, resultado: me pagou duas garrafas de água, nem mexi no bolso, assustador isso, pelo menos valeu esses tempos de gráfica.
Tentei resumir ao máximo esse evento, mas não foi possível, adoro detalhes e se torna impossível não expressar minhas opiniões. Fico a espera de um show que valha mesmo a pena e que eu consiga mais ingressos...
Ah, eu e a Lu fomos fotografados para um site aqui da cidade, mas ela ainda não me autorizou a publicar a foto...rs
Ops...
